Sou humana e repleta de defeitos. Hoje me falaram que gosto de julgar as pessoas, mas eu pergunto: o que na verdade seria julgar alguém? Dentro do fato vivido, fui talvez taxada de leviana pelo fato de dar minha opinião e fazer uma escolha. Minha vida é como uma empresa, e eu, claro, sou quem tomo as decisões que considero cabíveis a ela. Meu cérebro é o porteiro da tal empresa, e ele por sinal é um funcionário excelente, vejam que excepcional, ele sabe exatamente quem deve entrar e quem deve sair. Palmas!
Diante disso, não me interesso conviver com quem não sinto apreço, com pessoas que considero duvidosas. É bom saber onde piso, embora talvez eu nunca saiba realmente.
Isso é julgar? Meu dicionário prova que não. Julgar vai além desse tipo de atitude. Isso chama-se seleção. O que tenho visto não me agrada, e cada vez me apaixono mais pela minha própria companhia, pelos meus filmes, pelos poucos livros que tenho tido condições de ler i pelos amigos de verdade que sou capaz de contar nos dedos de uma só mão.
Antes que pensem ao acontrario, eu não surtei, e está longe disso acontecer, mas tem sido mesmo complicado viver por aqui, eu tento ser o mais clara que posso com as pessoas que amo, mesmo que isso machuque-as. Reciprocidade é ouro pra mim. Então eu peço: machuuuuuquem-me, retribuam esse ardor da verdade, joguem as coisas na minha cara i fale palavras carinhosas, mas uma coisa que não abro mão, que sejam sinceros com cada palavra que se direcionam a mim, por favor!


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